Exposições de Arte famosas

Em quase todas as cidades encontra-se hoje em dia exposições de arte. Em sua maioria essas exposições são permanentes, ou seja, elas são realizadas dentros de museus ou de galerias. Em muitos dos casos essas exposições de arte servem não só para mostrar os trabalhos dos seus artistas, mas servem, também, para colocar trabalhos de arte à venda para os colecionadores e interessados. Em cidades, que não dispõem de museus ou galerias de arte, há exposições temporárias que visam proporcionar aos habitantes e visitantes a oportunidade de experimentar um pouco da arte.

Arte de todo o mundo

Especialmente para jovens artistas as exposições costumam ser uma oportunidade propícia para expor suas obras ao público e aproveitar o momento para construir um nome. Em algumas cidades maiores da Alemanha costuma-se realizar, regularmente, exposições de renome internacional, como por exemplo, a Dokumenta na cidade de Kassel, que expõe artes inovadoras e, sempre de formas variadas.
Até mesmo a cidade de Düsseldorf, capital da estado alemão Renânia do Norte-Vesfália, passou a ser conhecida além das fronteiras por suas exposições temporárias em seu Salão de Artes às beiras do Rio Reno. Munique, Frankfurt e Berlim também não ficaram paradas no tempo. Essas cidades famosas apresentam exposições bem variadas e sempre com novos focos.
Muito populares são, além disso, as exposições que tomam obras de artes emprestadas dos mais variados acervos de museus famosos do mundo a fora para exporem em outras cidades. A Exposição de Arte de Berlim trouxe, neste caso, pinturas do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e foi um sucesso. Multidões ficaram por horas na entrada de museus de Berlim para conferir de perto as obras de arte.

Tesouro egípcio na Alemanha

As colinas da vila industrial de Krupp, na cidade de Essen, também é um centro importante de exposições de arte na Alemanha. A exposição de artigos do Museu Nacional de Cairo que exibia tesouros do antigo Egito fez um sucesso inesperado. Mas uma das maiores e mais conhecidas exposições e, que foi mostrada em vários museus da Alemanha, foi o busto do rei egípcio Tutancâmon. Principalmente a máscara mortuária de puro ouro e os bens preciosos da sepultura atraíram milhões de pessoas para a exposição.
Como nem todo mundo tem a oportunidade de visitar museus famosos como o Louvre de Paris ou o Museu do Prado em Madri exposições de obras como essas procuram, dessa maneira, levar os trabalhos de pintores e escultores mais famosos do mundo até essas pessoas. Isso faz, de outra forma, com que exposições desse porte se tornem cada vez mais populares e bem vista pelos interessados pela arte.
É claro que os museus alemães participam nesse tipo de projeto não só expondo trabalhos culturais de outros países em suas cidades. Os museus alemães também emprestam parte de seus acervos para exposições em diversos países como nos Estados Unidos e na Austrália, possibilitanto, desta forma, que outras nações apreciem as obras de arte alemãs.

Mais do que pinturas

Não apenas pinturas e esculturas são obras de arte, joias ou porcelanas finas também podem ser dignas de exposições. Foi partindo dessa idéia que a Villa Huegel, em Essen, expôs certa vez os legendários diamantes que um dia pertenceram ao príncipe de Saxônia. Porcelana da China, como outro exemplo, pode ser admirada em várias exposições em todo o mundo e, para quem se interessa por outras culturas, com certeza encontrará em algum canto desse mundo uma exposição adequada.

Foto: Stefan Baum – Fotolia

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A Arte Contemporânea

quadro pintado em cor azul e amarela em formato de um quadradoO termo “Arte Contemporânea” é bem amplo. Ele é composto por dois séculos e por estilos completamente diferentes, tendo somente o começo de uma nova era em comum. As pinturas da Arte Moderna variam muito de artista a artista, e cada um deles interpreta sua obra como uma da nova era – tudo era permitido, principalmente o que não se reconhecia de outras épocas. Mas o principal sinal de que a Arte Moderna se desenvolvia era a união de pintores, escultores e arquitetos em grupos com a finalidade de aprenderem e deixarem-se inspirar uns com outros, o que simboliza uma ruptura com tradições, um passo muito importante para os artistas da modernidade e razão para a enorme diversidade da Arte Moderna.

Do Impressionismo ao Surrealismo

Os primeiros artistas a trilhar novos caminhos foram os impressionistas franceses Degas, Manet, Monet e Renoir, que usavam cores claras e frescas em suas pinturas. Apesar de seus motivos ainda não possuírem contornos, as imagens de pessoas e paisagens suaves tinham uma força de expressão muito grande. Já os expressionistas como, por exemplo, Franz Marc, Emil Nolde ou Wassily Kandinsky, focavam formas geométricas e cores fortes. Pessoas e animais, como o cavalo azul de Franz Marc, só lembram seres vivos após uma segunda impressão. Na arte moderna, o Art Noveau é uma das eras mais conhecidas, deixando uma impressão duradoura no século 19 principalmente na arquitetura, que é mantido como estilo em cidades como de Viena e Praga. Finas, delicadas, preciosas e refinadas, as pinturas de Gustav Klimt são excelentes exemplos de Art Noveau (Arte Moderna), e seus retratos de mulheres em cores como vermelho e dourado encantam até hoje. O cubismo, que veio da Espanha, representa para muitos o estilo mais importante da Arte Moderna por ter sido criadas por pintores importantes da época como Pablo Picasso. Também de seus quadros, que propositalmente não podiam ser interpretados de forma concreta, nasceu o termo “Pintura Abstrata”. Depois do Cubismo surge o Surrealismo, que veio trazendo pintores como Salvador Dalí, Joan Miró e Magritte. Seus quadros intercalavam aleatoriamente rostos, formas e cores, intrigando seus observadores.

A arte foi e também é um trabalho em grupo

Mas a Arte moderna não foi marcada apenas por talentos solos. Muitos grupos também se formaram ao longo do tempo. Os grupos mais conhecidos foram o Blaue Reiter, liderado por Franz Marc e a Colônia de Arte de Worpswede, onde viviam Otto e Paula Modersohn. Também o Bauhaus, com o arquiteto Walter Gropius, que chamou muita atenção na época com seus projetos inusitados. Na época do nazismo suas obras, assim como as de muitos artistas, também foram consideradas degeneradas, e, portanto censuradas.

Foto: Tanigo – Fotolia

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Os museus mais visitados no mundo

MuseumEm Nova Iorque, Madri, Londres, Paris, Berlim, Florença, Amsterdã, Dresden e em São Petersburgo estão os museus mais famosos do mundo. Nos acervos destes museus estão as obras mais conhecidas dos maiores artistas de todos os séculos, e facilmente acessíveis a todos graças à Internet. Havendo, contudo a possibilidade da visita pessoal, não deixe passar essa oportunidade de experiência única.

Os museus da Europa Ocidental

Situado na capital francesa Paris, o Louvre é considerado museu mais visitado do mundo. Seu acervo conta com a obra com a maior fama mundial de todas: a “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci, que costuma ser admirada pela maior parte dos visitantes. Ainda encontram-se várias outras pinturas famosas no palácio dos antigos reis franceses, como por exemplo, “The Ship of Fools”, de Hieronymus Bosch, ou “O Astrônomo” de Jan Vermeer – além das obras de escultores como as de Antonio Canova “Venus de Milo” e “Amor e Psique”. Outro museu famoso é o Museu do Prado, em Madri, com um acervo de 5000 desenhos, 2000 gravuras e 3000 pinturas. O foco principal da coleção são pintores famosos como Velásquez, que com obras como “La Maja Desnuda” ou “Las Hilanderas”, mas também as imagens de Rembrandt, Goya ou Peter Paul Rubens e um autorretrato de Durer Albrecht fizeram do Museu do Prado um dos mais conhecidos no mundo.

Estados Unidos e Rússia

Em Nova Iorque temos o Museu Guggenheim de Arte Moderna, cuja aparência externa já é uma construção de obra de arte. O prédio é um caracol gigante, e considerado uma das mais belas obras do colecionador e milionário Solomon Guggenheim, por quem o museu foi construído em 1959. O foco das exposições do museu é a arte Abstrata e Contemporânea e, encontram-se obras como “Colina em Saint-Remy” de Van Gogh, ou de impressionistas famosos como Manet, Monet e Cézanne. O Museu Hermitage de São Peterburgo, na Rússia, é um dos poucos famosos na Europa Oriental. Fundado por Catarina a Grande, o antigo Palácio de Inverno da Imperatriz expõe pinturas e esculturas conhecidas em todo o mundo. Entre as coleções em destaque estão a estátua “The Crouching Boy” de Michelangelo, ou “Saskia com Flora” de Rembrandt, além de pinturas de Ticiano, Vincent Van Gogh, Van Dyck e de Caspar David Friedrich. Obras da Arte Moderna, como as pinturas de Wassily Kandisky ou Kasimir Malerwich, por exemplo, com a obra “Quadrado Negro” também incrementam a coleção.

Foto: pab_map – Fotolia

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A arte da idade média

pintura religiosaA arte entre o céu e o inferno, assim pode-se denominar a arte da Idade Média. Os pintores e escultores dos períodos romântico e gótico – as duas épocas mais influentes entre os séculos 11 e 15 – procuravam, sem compromissos, glorificar tudo o que era divino ou enfatizar tudo o que era do submundo ou demoníaco. A idade média entrou como um capítulo obscuro e sinistro da história e o poder da igreja católica nunca foi tão forte como durante essa época, que fica marcada pela inquisição, a peste e inúmeras guerras fazendo com que os artistas baseassem suas obras nessas três coisas.

A influência na arte

A medicina ainda não era muito avançada, e a igreja determinava o dia-a-dia das pessoas, que eram marcadas por doenças e preocupações. Para mostrar aos crentes o que era a vida na terra, principalmente em relação à vida no céu e do inferno, os quadros eram geralmente pintados com cores bem fortes, porém escuras, como em tons de vermelho, marrom escuro e preto – e enfatizado era o que acontecia com quem não seguisse os mandamentos de Deus. Pinturas como as do artista holandês Jan Peter Brueghel ou Hieronymous Bosch, por exemplo, foram os primeiros a retratar a desobediência dos mandamentos e de quão terrível parecia ser o inferno. Suas pinturas estão entre os quadros mais conhecidos e dramáticos da arte medieval. Do ponto de vista atual, assim como as pinturas, as igrejas construídas na época em arquitetura românica e gótica, também são mais dignas de museus do que casas de Deus. Os vitrais eram coloridos e contavam histórias, e os altares eram forrados por obras de arte – como, por exemplo, o Altar de Matthias Grünewald – que eram abertos apenas aos domingos e feriados importantes, para mostrar às pessoas a beleza e o poder de Deus. O poder das imagens na Idade Média seguia uma razão bem simples: para que as pessoas pudessem imaginar as histórias que se passam na Bíblia. Poucas pessoas sabiam ler e escrever na época, e as missas celebradas eram em latim, assim como os livros existentes.

Bíblias escritas à mão

Uma arte considerada especial da Idade Média são as cópias manuscritas da Bíblia. Na maior parte dos mosteiros da época haviam monges especializados em decorar as cópias com imagens e com escritas ornamentais. Ouro de verdade, e na época o precioso púrpura concediam uma aparência impressionante às Bíblias, demonstrando ao mesmo tempo o poder de Deus e a riqueza da Igreja e mosteiros. Imagens de santos também eram populares na época, e havia artistas especializados em pintar miniaturas, que eram vendidas nos portões das grandes igrejas. Na época, a aquisição de uma dessas pequenas pinturas significava o mesmo que uma a compra de uma quitação, que prometia o caminho ao céu.

Foto: Lucky Dragon – Fotolia

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Bumba-meu-Boi, beleza e tradição do Piauí

Um boi Em cada região esta dança folclórica tem um nome. Originada no Piauí, foi difundida em várias regiões do Brasil
Bumba-meu-boi, boi-bumbá, pavulagem, boi-calemba, boi-de-reis, boi-zumbi , boi-estrela-do-mar, boi janeiro, boi-de-mourão, boi-de-mamão ou boi-de-reis. São todos nomes de uma mesma dança folclórica brasileira muito popular, que foi rapidamente disseminada, especialmente no Maranhão. Sua origem é antiga, e sua lenda foi sendo difundida pelo país através da oralidade popular. Ao espalhar-se pelo país, foi se personalizando, tanto nas indumentárias quanto nas personagens e representações do Boi.

A origem do Boi Bumbá e seus elementos

Não há registros precisos de quando surgiu a lenda do Bumba-meu-boi. O que se sabe é que ela é originária da lenda nordestina de Catirina e Pai Francisco, e foi adaptada aos costumes amazônicos, incorporando elementos da floresta amazônica, tais como a sinergia com a natureza, o boi livre, a alegria nos movimentos e nas vestimentas.
No Brasil, a festa do Bumba-meu-boi acontece desde 1913.

Representações e manifestações artísticas

Por sua popularização, o bumba-meu-boi adquiriu diferentes nomes, indumentárias, apresentações, ritmos, instrumentos, adereços, personagens e temas.
Em suas nuances, apresentam-se personagens como o boi, vaqueiros, índios e índias, amo, burrinha e cazumbá. As indumentárias, instrumentos e apresentações variam conforme as regiões, o que confere extrema riqueza a esta dança popular.

Instrumentos do Bumba-meu-boi

A riqueza de instrumentos e ritmos confere a esta dança versatilidade. Mesmo com variações conforme as regiões, os instrumentos mais utilizados, dentre muitos outros que também fazem parte do ritmo, são: Maracá: De origem indígena e africana, é feito de lata, e em seu interior há contas de Santa Maria, uma semente muito popular; Pandeirão: Como o nome diz, trata-se de um pandeiro grande, revestido com couro de cabra e afinado a fogo, ou seja, o instrumento é submetido ao calor para o couro expandir; Tambor onça: Semelhante a cuíca, tem som semelhante ao da onça; Matraca: Placas de madeira, são tocadas sendo batidas umas contras as outras.

Foto: Wikipedia

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Comemorações marcam os 90 anos da Semana de Arte Moderna no Brasil

tintas e pinceis para pintura de quadrosO Brasil comemora em fevereiro de 2012, os noventa anos da Semana de Arte Moderna. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro terão diversas atrações no circuito de comemorações. Apresentações no Theatro Municipal em SP e exposição de Anita Malfatti em RJ são algumas das opções.

Ocorrida há noventa anos em São Paulo, entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna de São Paulo marcou a história brasileira, mudando a percepção artística de toda sociedade, influenciando seus costumes e maneiras desde então. As comemorações pelos noventa anos contarão com diversas manifestações pelo Brasil, especialmente em São Paulo, berço da Semana, e no Rio de Janeiro.

A Semana de 22 e suas manifestações

A Semana de Arte Moderna, ou Semana de 22, foi organizada por um grupo de artistas e intelectuais que desejavam mudar o conceito de arte nacional, se desprendendo de correntes ou influências datadas, olhando adiante, e passando a criar sua própria identidade artística, abandonando as “cópias” de antigos modelos.
Durante a Semana de 22, diversas apresentações artísticas e culturais tomaram conta da Cidade de São Paulo, atraindo a atenção nacional. Sem dúvida foi a maior manifestação do tipo na época, e por sua importância para a História Brasileira, pode-se dizer que foi um divisor de águas para a cultura nacional.

Exposição da pintora Anita Malfatti acontece no Rio de Janeiro

Entre os dias 14 de fevereiro e 29 de abril, o Centro Cultural Banco do Brasil recebe a exposição das obras da pintora Anita Malfatti. Artista renomada internacionalmente, vanguardista e visionária, Anita Malfatti revolucionou a linguagem visual brasileira através de sua arte. Com suas influências pós-impressionistas, enfrentou enorme estranhamento, e até repulsa, por boa parte dos chamados “intelectuais” da época, recebendo fortes críticas sobre suas pinturas. Mas a qualidade de seu trabalho conseguiu derrubar todas as resistências.

Theatro Municipal abre suas portas para comemorações

O Theatro Municipal, palco original da Semana de 22, contará com apresentações especiais no mês de fevereiro. A ópera Magdalena, do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, uma das atrações, será apresentada pela primeira vez na cidade de São Paulo, que também terá outras atividades, como oficinas, palestras, filmes e exposições.

Foto: maxoido – Fotolia

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